Delegado alerta para golpe do falso sequestro que tem feito vítimas em Campos

Uma quadrilha especializada no chamado “golpe do falso sequestro” tem feito vítimas em Campos dos Goytacazes, principalmente entre pessoas idosas. O alerta foi feito pelo delegado Carlos Augusto Guimarães, titular da 134ª Delegacia de Polícia, que divulgou orientações sobre como agir diante das abordagens dos criminosos.

Segundo o delegado, os golpistas utilizam informações sobre as vítimas e seus familiares para dar credibilidade à história e provocar forte pressão psicológica. Durante as ligações, eles afirmam que um parente foi sequestrado e exigem que dinheiro, joias e outros objetos de valor sejam separados e entregues a um motoboy ligado ao grupo.

A orientação é não prolongar a conversa com os criminosos. A pessoa deve desligar o telefone e tentar imediatamente contato com o familiar que supostamente estaria sendo mantido refém ou com alguém próximo que possa confirmar se está tudo bem. A Polícia também deve ser acionada para que o caso seja comunicado e investigado.

Na semana passada, um casal de idosos que mora em Farol de São Tomé foi vítima do golpe e teve um prejuízo estimado em R$ 25 mil. Durante a ligação, os criminosos afirmaram que estavam com a filha do casal sob a mira de armas.

Para tornar a situação ainda mais convincente e aumentar a pressão emocional, uma mulher participou da ligação pedindo que o casal entregasse os bens. “Entrega tudo, entrega tudo”, dizia a voz do outro lado da linha.

Acreditando que a filha corria perigo, os idosos seguiram as determinações dos golpistas. Dinheiro e joias foram colocados em uma bolsa e deixados no portão da residência. Pouco depois, um motoboy foi até o endereço e recolheu o material.

Somente depois da entrega o casal descobriu que a filha estava bem e que nenhum sequestro havia ocorrido.

A Polícia reforça que, diante desse tipo de ligação, a recomendação é manter a calma, não fornecer informações pessoais ou financeiras, não entregar dinheiro ou objetos de valor e buscar contato com o familiar citado pelos criminosos antes de qualquer atitude.