Fiscalização apreende 440 kg de camarão armazenado clandestinamente em Farol de São Thomé

Uma operação realizada nesta quarta-feira (24) apreendeu 440 quilos de camarão salgado e defumado produzido clandestinamente em um barracão na área rural de Farol de São Thomé, em Campos dos Goytacazes. Segundo a Defesa Agropecuária Estadual, o local não possuía registro no serviço oficial de inspeção e apresentava diversas irregularidades sanitárias.

A ação contou com a participação da Defesa Agropecuária Estadual, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ/GAP), da Vigilância Sanitária, das secretarias municipais de Agricultura e de Meio Ambiente e do Policiamento Ambiental.

Durante a fiscalização, as equipes encontraram camarões recém-processados próximos a tachos utilizados para o cozimento e grelhas improvisadas para defumação. De acordo com a fiscalização, os equipamentos apresentavam acúmulo de sujeira.

O sal utilizado no processamento não tinha origem sanitária identificada, apresentava sinais de reaproveitamento e estava armazenado em contato direto com o chão. Também foi encontrado corante vermelho sem identificação. As caixas plásticas utilizadas na produção estavam sujas e, no mesmo ambiente onde os alimentos eram manipulados, havia circulação de gato, patos e galinhas.

Na parte externa do barracão, cabeças e cascas de camarão estavam acumuladas próximas à lenha utilizada no processo de defumação. Segundo a fiscalização, os resíduos eram despejados em um valão que, aparentemente, também fornecia a água utilizada para cozinhar o camarão antes da defumação.

A Defesa Agropecuária Estadual avaliou que as condições encontradas representavam risco sanitário imediato aos consumidores. Entre as irregularidades apontadas estão a utilização de água de origem duvidosa, o contato de insumos com o solo, a presença de animais no ambiente de manipulação, utensílios sem condições adequadas de higiene, o reaproveitamento do sal e o uso de corante sem identificação.

O órgão alerta que produtos de origem animal fabricados fora do sistema oficial de inspeção podem apresentar microrganismos, resíduos e substâncias sem controle, além de não oferecerem garantias quanto à higiene, procedência, rastreabilidade e condições de processamento.

Produto foi inutilizado

Como o estabelecimento não possuía registro no serviço oficial de inspeção sanitária, todo o estoque de 440 quilos de camarão foi apreendido. O responsável pelo local foi autuado e a ocorrência registrada na 134ª Delegacia de Polícia. O produto apreendido foi posteriormente inutilizado no aterro sanitário de Campos dos Goytacazes.

A Defesa Agropecuária orienta que os consumidores adquiram produtos de origem animal que apresentem registro no Serviço de Inspeção Municipal (SIM), Serviço de Inspeção Estadual (SIE), Serviço de Inspeção Federal (SIF) ou no Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI).

Segundo o órgão, a identificação do serviço de inspeção é uma garantia de que o estabelecimento e o processo de fabricação são submetidos à fiscalização sanitária. O consumo de produtos clandestinos pode representar risco à saúde.

Já produtores e empresas interessados em fabricar ou processar produtos de origem animal devem procurar os órgãos municipais ou estaduais responsáveis pela Agricultura ou o Ministério da Agricultura para obter informações sobre a regularização da atividade.